A NEI e a história econômica brasileira

2007
08.08

Até que ponto o estudo da formação (ou importação) das instituições brasileiras explica o nosso subdesenvolvimento?

Essa é a pergunta ao qual venho dedicando horas de pensamento. Tenho estudado muito a chamada Nova Economia Institucional, liderada pelo professor Douglass North. Nesse processo acabei me deparando com um bom artigo sobre a relação desta com a economia brasileira: “Possíveis contribuições da nova economia institucional à pesquisa em história econômica brasileira, uma releitura das três obras clássicas sobre o período colonial”.

O professor Newton Paulo Bueno faz uma viagem pelo período colonial, através de Casa Grande e Senzala, Formação do Brasil Contemporâneo e Raízes do Brasil, buscando relacionar nosso passado com as novas interpretações institucionais de Douglass North (principalmente). O resultado é bem interessante: existe, sim, uma convergência entre as interpretações de Caio Prado, Sérgio Buarque, Gilberto Freyre e a NEI.

Para os próximos tempos vagos (poucos, diga-se) pretendo explorar mais essa visão, tentando encontrar assim uma saída para o nosso subdesenvolvimento. Cedo seria dizer que já cheguei a conclusões originais, dado o tempo escasso para pesquisas. Entretanto, algo me chamou atenção: ao invés de tentar adequar o “espírito do capitalismo” à economia brasileira (e à sociedade), seria bem mais harmonioso tentar encontrar um capitalismo à brasileira (para usar o termo de um grande autor conhecido).

For while, that´s it…

Queria muito fazer a cadeira de Economia Institucionalista no IE, mas fui impedido pelo sistema… :(

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