Em todos os momentos de crise no sistema capitalista os alternativos se agitam. Criticam com convicção socrática os pilares da economia de mercado. Dessa feita o alvo, claro, foi o neoliberalismo. Muitos foram os intelectuais que, uma vez mais, tentaram, sem sucesso, enterrar seus fundadores, como o austríaco Friedrich August von Hayek.
Mas pasmem, caros leitores, nenhum desses críticos atentou para um fato óbvio: o causador da crise. Sabe-se desde as primeiras grandes crises do sistema, ainda no século XIX, passando pelo maior delas no século XX, que a economia de mercado possui falhas. Vendedores gananciosos atrás de lucros e compradores consumistas atrás de satisfação não convivem em plena harmonia. Ainda que a mão invisível do mercado seja a melhor resposta para a produção, de longe ela não é perfeita.
Diante dessa contestação como resolver as falhas de mercado? Como resolver assimetrias informacionais em um sistema financeiro complexo e em constante mutação? De fato, deve-se recorrer ao Estado e às agências reguladores autônomas. Se uma hipoteca é dada a um NINJA (No income, no job and no active) é razoável que se esse título for securitizado as pessoas saibam disso. Ou, de maneira mais radical, diante do potencial risco de tal título, seja proibido que o mesmo seja securitizado.
Em outras palavras, se você enquanto banco de investimento quer emprestar a alguém que não tem condições de pagar, o problema é seu e ninguém tem nada a ver com isso. Mas se você, banco de investimento, quer injetar isso no sistema financeiro, através da criação de derivativos, o problema é meu, orgão regulador.
Houve falha de regulação na crise do subprime? Sim, houve. Por que, então, os alternativos nada falam a respeito? Porque os alternativos não estão preocupados em melhorar o sistema. O que eles querem é que o circo pegue fogo e que haja implosão do modelo. Pensam nisso todo o tempo, em suas faculdades alternativas e em seus nichos de amigos.
Mas aqui vai uma contestação: o modelo dificilmente irá ruir devido a mais uma crise. Provavelmente haverá recessão, a precificação dos ativos será refeita de modo que os preços devem cair cada vez mais, mas nada disso acabará com o sistema. O motivo? A própria ganância dos agentes. Assim como Smith já escrevera em seu célebre tratado, todos nós buscamos, antes de qualquer coisa, o nosso próprio interesse. Foi justamente esse self-love que nos fez atingir o padrão de vida que temos hoje. A inventividade humana nada mais é do que fruto de uma motivação individualista, queiram os alternativos ou não…
neoliberal sempre pensa assim: o governo temq ser o porteiro da boate mas não pode ter nem um pedacinho dela e nem controlar nada.
na hora que a boate pega fogo, o dono ker vender pro porteiro ou pior, a culpa é do porteiro que não apagou as chamas.
se no final de tudo a culpa é do governo, em minha opinião, este deveria ser o controlador, pela lógica.
mas pela não-lógica neoliberal, o governo só deve aparecer se alguns indivíduos mais abastados estão diminuindo seus lucros.
se o bebezinho cagou nas calças, os pais que são os culpados porque alimentaram ele.
se proíbe, é anti-democratico, se não proíbe, ta facilitando, se controla, é comunista.
pelo visto o mundo é um lugar muito ruim para os neoliberais.