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	<title>Comentários sobre: Sobre cotas, consciência negra e afins</title>
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	<description>Economia, política, educação e notas da rotina...</description>
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		<title>Por: cadu</title>
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		<dc:creator>cadu</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 19:24:24 +0000</pubDate>
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		<description>sou contra cotas tambem, mas não é possivel dar base inicial igual a todos.

vou explicar porque: para se ter uma base inicial igual, o nosso objeto de estudo (crianças e jovens) precisariam ter:

- pais com qualificação de no minimo tecnico ou 3o grau (maioria dos pobres nao tem) se não os pais, ALGUÉM próximo com essa qualidade (vou explicar abaixo)

- pais com renda suficiente para manter o filho na escola ( renda monetária e não-monetária como: telefone, internet (sim, é necessario), ambiente sem tiroteio diário, esgoto, agua, luz, transporte, moradia em área normal e não de risco, alimentação com CARNE ou fonte de proteínas decente, lazer de vários níveis desde o futebol ao chocolate ( sim, tem pessoas que gostam de comer e beber no seu lazer, né vitão? hehehe)

- as escolas publicas antigamente &quot;funcionavam&quot; por um fato interessante que poucas pessoas conhecem: pobres &quot;misturados&quot; com ricos

- não quero soar preconceituoso mas, pobres juntos no mesmo ambiente apenas reproduzem pobreza. é quando vc junta crianças: só sai besteira. é preciso ter no mínimo pessoas com renda mais alta (muito mais alta) que tragam conhecimento para os mais pobres

- explicando a mistura: a filha da empregada da minha avó se formou em pedagogia pela UERJ, algo que a maioria dos pobres nem sonha em chegar.
como ela conseguiu? minha avó tem formação superior e foi procuradora geral da republica (ou seja, tem conhecimento e renda muito superiores as da empregada) e ela sempre foi uma segunda mãe para essa menina.
o material escolar, as férias, até viagem minha avó financiou (não foi empréstimo, foi doação mesmo)

- portanto, se essa empregada fosse tratada como qualquer outra funcionaria, sem relação nenhuma, acredito q no maximo chegaria ao 2o grau (contando com o apoio minimo financeiro dado por minha avo)

- se essa menina nao tivesse a influencia e apoio financeiro da minha avo, seria mais uma empregada domestica

resumindo: é quase impossivel dar condições iniciais iguais pois o fator chave é essa mistura de ricos e pobres e, dificilmente vc consegue juntar ricos e pobres num ambiente lúdico-academico não é verdade?

as cotas fazem essa &quot;mistura&quot;, sóq muito tarde e muito precariamente. uma ajuda financeira (sem essa palhaçada de cobrar juros absurdos) para que os pobres possam estudar junto com os filhos dos ricos em escolas sem ganques teria um efeito muito mais positivo


&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que VW diz sobre isso:

1) Ele concorda que gerar condições iniciais iguais para todos é extremamente difícil. Isto porque, mesmo em uma situação limite (e hipotética) o sistema de educação básica fosse totalmente público, as relações de poder (o &quot;know-who&quot;) manteriam, em última instância, o status-quo. Ou seja, mesmo nessa situação limite, o mérito não seria plenamente aplicável. Entretanto, tal dificuldade não deve servir de desculpa para que não se construam sistemas públicos eficientes de educação básica, saúde e renda mínima. O que se vê no Brasil hoje - péssimo ensino básico e escolas estatais gratuitas - é um descalabro;

2) A tal &quot;mistura&quot; a que o autor do comentário se refere pode ser feita pela introdução dos &quot;education vouchers&quot;;

2) A indução feita no comentário em nada acrescenta à discussão;&lt;/em&gt;
&lt;/strong&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>sou contra cotas tambem, mas não é possivel dar base inicial igual a todos.</p>
<p>vou explicar porque: para se ter uma base inicial igual, o nosso objeto de estudo (crianças e jovens) precisariam ter:</p>
<p>- pais com qualificação de no minimo tecnico ou 3o grau (maioria dos pobres nao tem) se não os pais, ALGUÉM próximo com essa qualidade (vou explicar abaixo)</p>
<p>- pais com renda suficiente para manter o filho na escola ( renda monetária e não-monetária como: telefone, internet (sim, é necessario), ambiente sem tiroteio diário, esgoto, agua, luz, transporte, moradia em área normal e não de risco, alimentação com CARNE ou fonte de proteínas decente, lazer de vários níveis desde o futebol ao chocolate ( sim, tem pessoas que gostam de comer e beber no seu lazer, né vitão? hehehe)</p>
<p>- as escolas publicas antigamente &#8220;funcionavam&#8221; por um fato interessante que poucas pessoas conhecem: pobres &#8220;misturados&#8221; com ricos</p>
<p>- não quero soar preconceituoso mas, pobres juntos no mesmo ambiente apenas reproduzem pobreza. é quando vc junta crianças: só sai besteira. é preciso ter no mínimo pessoas com renda mais alta (muito mais alta) que tragam conhecimento para os mais pobres</p>
<p>- explicando a mistura: a filha da empregada da minha avó se formou em pedagogia pela UERJ, algo que a maioria dos pobres nem sonha em chegar.<br />
como ela conseguiu? minha avó tem formação superior e foi procuradora geral da republica (ou seja, tem conhecimento e renda muito superiores as da empregada) e ela sempre foi uma segunda mãe para essa menina.<br />
o material escolar, as férias, até viagem minha avó financiou (não foi empréstimo, foi doação mesmo)</p>
<p>- portanto, se essa empregada fosse tratada como qualquer outra funcionaria, sem relação nenhuma, acredito q no maximo chegaria ao 2o grau (contando com o apoio minimo financeiro dado por minha avo)</p>
<p>- se essa menina nao tivesse a influencia e apoio financeiro da minha avo, seria mais uma empregada domestica</p>
<p>resumindo: é quase impossivel dar condições iniciais iguais pois o fator chave é essa mistura de ricos e pobres e, dificilmente vc consegue juntar ricos e pobres num ambiente lúdico-academico não é verdade?</p>
<p>as cotas fazem essa &#8220;mistura&#8221;, sóq muito tarde e muito precariamente. uma ajuda financeira (sem essa palhaçada de cobrar juros absurdos) para que os pobres possam estudar junto com os filhos dos ricos em escolas sem ganques teria um efeito muito mais positivo</p>
<p><strong><em>O que VW diz sobre isso:</p>
<p>1) Ele concorda que gerar condições iniciais iguais para todos é extremamente difícil. Isto porque, mesmo em uma situação limite (e hipotética) o sistema de educação básica fosse totalmente público, as relações de poder (o &#8220;know-who&#8221;) manteriam, em última instância, o status-quo. Ou seja, mesmo nessa situação limite, o mérito não seria plenamente aplicável. Entretanto, tal dificuldade não deve servir de desculpa para que não se construam sistemas públicos eficientes de educação básica, saúde e renda mínima. O que se vê no Brasil hoje &#8211; péssimo ensino básico e escolas estatais gratuitas &#8211; é um descalabro;</p>
<p>2) A tal &#8220;mistura&#8221; a que o autor do comentário se refere pode ser feita pela introdução dos &#8220;education vouchers&#8221;;</p>
<p>2) A indução feita no comentário em nada acrescenta à discussão;</em><br />
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