Um dos grandes sinalizadores de que o COPOM reduzirá a taxa SELIC amanhã é este aqui:
Com juros futuros em queda, não dá para permanecer com os juros à vista em alta (ou estáveis) durante muito tempo. O descolamento entre um e outro é extremamente prejudicial para os objetivos de política econômica do país – vide anos anteriores. Além, é claro, de o BACEN está dando uma sinalização errada para o mercado, que já embutiu cortes em suas projeções – vide o FOCUS, que projeta a SELIC em 11,25% no final de 2009.
Como qualquer um que já leu ao menos um livro-texto de economia monetária sabe, frustrar as expectativas do mercado pode gerar uma crise de liquidez, que é extremamente ruim para a macroeconomia brasileira.
Outro indicador de que a redução da SELIC é praticamente certa são aquelas três variáveis que já comentei em post anterior: 1) queda dos preços dos commodities; 2) estagnação da demanda doméstica; 3) desvalorização cambial. O primeiro e o segundo atuam a favor da queda da inflação e o terceiro atua a favor do aumento. Apesar disso, como a FGV divulgou recentemente, o IGP, que registra mais fortemente o terceiro fator mostrou deflação nesse início de janeiro. Assim sendo, a última preocupação do Banco Central, o repasse da desvalorização cambial para a inflação, cedeu.
Não se surpreendam se amanhã vier um corte de 1 ponto percentual na SELIC – apesar do mercado estar dividido entre 0,5 e 0,75.
Mais razões para a queda aqui.
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