Superávit primário é a diferença entre gastos e receitas do governo antes de serem contabilizadas as despesas com juros da dívida pública. Excluir a Petrobrás desse “esforço fiscal” é ampliar a possibilidade da empresa fazer investimentos. É algo normal se formos analisar a postura do governo nos últimos meses e, principalmente, devido aos vultuosos investimentos previstos pela estatal brasileira.
Em outras palavras, o governo faz uma opção de política econômica ativa neste momento. E o faz segundo a tese pós-keynesiana – em momentos de crise, aumenta-se o gasto em capital, em infra-estrutura, de modo que isso aumente emprego e renda, compensando o aumento de gasto inicial. Isto deve ocorrer, receita a teoria, em conjunto com uma redução dos gastos correntes – a parte que falta.
O governo Lula, aliás, sob a tutela da ministra Dilma, vem tendo uma postura bem pós-keynesiana nesse segundo mandato. Basta dar uma olhada nos nomes que foram para os ministérios, principalmente do planejamento.
Tags: governo, pós-keynesianos, petrobrás, superávit primário