Por diferentes motivos eu sempre quis conhecer o Norte do Brasil. O mais importante deles é o óbvio: queria atestar se de fato aquele lugar existia. Não é algo trivial, caro leitor. Para um habitante do litoral brasileiro, falar em Norte do Brasil é algo extremamente arbitrário – e não se trata de preconceito, ocorre o mesmo com a violência do Rio.
Eis que, por questões de trabalho, fui visitar Porto Velho no último final de semana. Duas coisas me impressionaram bastante: o clima muito abafado e a cordial hospitalidade. O primeiro acabou agravando a minha já crônica rinite, já a segunda me fez sentir praticamente em casa. Na conjugação dos dois, o aspecto positivo – como sempre – se sobrepôs, deixando uma boa impressão do Estado.
Um ponto importante a ser destacado de lá é a hidrelétrica do Rio Madeira. Tem atraído muitos investimentos para a cidade, fazendo com que a taxa de ocupação dos hotéis esteja elevadíssima. O chamado “turismo de negócios” está em alta naquela região, gerando externalidades positivas para os demais setores da economia rondoniense.
A cidade de Porto Velho tem um ar bastante provinciano. Você percebe isso logo ao desembarcar: o aeroporto mais parece uma rodoviária. Aliás, existem rodoviárias mais bem equipadas ao redor do Brasil – vide o exemplo curitibano. Não existem muitos prédios, dada a imensidão de área para construção, gerando um gabarito médio de três andares. As ruas são limpas (isso sempre me agrada!) e o povo bastante cordial – apesar de não saber se localizar na cidade. A população de Porto Velho é constituída basicamente de migrantes nordestinos. Por isso a comida e o estilo de vida segue de perto os padrões daquela região do país.
Um indicador de que a cidade está em franca expansão é a inauguração do primeiro Shopping no ano passado. Ele não deixa nada a dever aos principais shoppings do eixo Rio-SP.
Outra coisa que merece destaque: os preços são bem salgados. Um jantar para duas pessoas não sai por menos de R$ 40. As corridas de táxi não saem por menos de R$ 10, para corridas rápidas (menos de 2km). O custo dos insumos (alimentos, combustível etc…) é carregado com o custo de transporte. Poucas coisas são produzidas por lá e tudo é longe de Porto Velho, encarecendo o preço final.
Como fiquei apenas em Porto Velho não vi índios ou ONGs estrangeiras, antes que alguém faça uma piadinha sem graça. A cidade é bem semelhante a qualquer outra cidade do interior do Brasil – salvo o Sul e São Paulo. Acho que é isso. Fica aqui o registro de minha primeira visita ao Norte do Brasil: ele existe e é nosso!
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Falando em turismo, tantos lugares com enorme vocação e pouca exploração….isso entristece, mas para os empreendedores de plantão, pode ser uma grande chance para arriscar e acertar, quem sabe ?!
O que VW diz sobre isso: Com certeza…