Renata foi uma mulher especial na minha vida. Há tempos não a via, não falava com ela pela internet ou por telefone. Nos desencontramos nessa rotina louca de estudo e trabalho que cada um de nós está enfurnado. Até que hoje, uma linda quarta-feira de outono no Rio de Janeiro, o destino resolveu nos dar uma mãozinha: nos reencontramos no caminho para o trabalho/faculdade.
Ela continua linda e charmosa. Renata é “mulher para casar”, como dizem os meus amigos. Não é que eu concordo com eles? Não estranhem, caros leitores: eu casaria com ela. A única coisa que mudou em Renata foi o olhar. Antes eles eram rígidos, cheios de vida e de vontade de viver. Agora estão esbugalhados, cansados e desgostosos. O motivo: ela trabalha 14 horas por dia, de segunda a sábado. Não há charme que resista a essa rotina estafante…
Mesmo com o olhar seco e quase sem vida, Renata ainda desperta em mim um sentimento “sem nome”. A ilimitada determinação que emana de seus poros e a sua incrível capacidade de realização provocam em mim uma incrível admiração. Sua presença me traz um incrível frescor de vitalidade e presença de espírito. Dela vem uma infinita vontade por vencer na vida, resguardadas a ética e o respeito com o próximo.
Renata deixou minha quarta-feira perfeita…