Como escritor eu deveria ser a favor da nova lei, não é mesmo? Ora, estão protegendo o Direito Autoral. Estão lutando contra os terríveis e mal intencionados piratas! Por que, então, tudo isso tem cheiro de idiotice para mim?
O próprio site G1 trata de disvendar o mistério:
“As maiores dúvidas dos franceses são com relação à aplicação dessa lei. E se o vizinho do lado, por exemplo, roubar o sinal sem fio da Internet da sua casa? E se um hacker acessar o seu computador? E o governo, ao controlar seus acessos, não está invadindo a privacidade da sua casa, se transformando em um “Big Brother”, que tudo vê, tudo vigia?”
A nova lei não resolve o problema original e acaba criando outro. É claro que as pessoas devem receber pelas suas obras. A questão que se coloca no mundo de hoje é totalmente outra: como receber em tempos de custo marginal nulo.
O software, a música, o e-book etc. podem ser reproduzidos sem custo algum. E não adianta tentar colocar código de proteção, porque mais cedo ou mais tarde, alguém desvenda o código e continua a divulgar pela internet. Os empresários desse setor devem sim encarar essa “mudança de paradigma” como um sinal de que é preciso reorientar seus negócios…
É, portanto, bobagem tentar criar uma lei como essa. O melhor a fazer é buscar novos modelos de negócio, como está fazendo a Saraiva. Todo mundo sabe que os novos formatos de aúdio e vídeo e a possibilidade de fazer download dos mesmos via internet modificaram sensivelmente o modo como se ganha dinheiro com esse tipo de produto. Ora, a questão que fica é: como gerar um negócio rentável dentro desse novo conceito?
Leia abaixo um trecho da matéria da Exame sobre o case Saraiva:
A inovação transforma os negócios. O impacto dessa nova realidade será cada vez maior conforme o número de acessos banda larga aumentem ao redor do mundo. Não há retorno. Os empresários do setor têm de se acostumar com isso…
Lei burra!
Concordo com você, Vitor, uma reorientação nos negócios é inexorável mediante às mudanças que o mundo está passando agora, principalmente no tocante aos novos tipos de mídia e às novidades das tecnologias de informação e comunicação.
Como é o ano da França no Brasil, espero que ninguém tenha a magnífca iéia de copiar o projeto aqui!