Imagine que você tem um filho de 9 anos que joga uma bola redonda. Ele faz um teste (a famosa peneira) para um clube europeu e pasmem: passa! Os pais do menino ficam felizes da vida, assim claro como o garoto… E ele não vê a hora de embarcar e começar a sua brilhante carreira nos campos europeus…
A situação acima é real. Ela aconteceu com o menino Bruno Schubach, atacante de 9 anos do mirim do meu Vascão, que passou na peneira do clube italiano Roma. Os jornalistas, jogadores de futebol e até o técnico de futebol Mano Menezes manifestaram opiniões sobre o assunto. A maioria deles levantou a hipótese de que o governo ou a FIFA deveriam regular essa situação.
Pergunto ao prezado leitor: como assim regular? Eu sinceramente não vejo nada demais na situação acima. Isto porque, definir um marco regulatório nessa situação significa interfirir deliberadamente na liberdade dos indivíduos. O menino Bruno (e os seus pais) não têm culpa se o futebol brasileiro é ridículo. Eles receberam uma oferta vantajosa de um clube bem estruturado do exterior. O que há demais nisso? O menino Bruno não tem direito de realizar seu sonho de ser jogador de futebol em um clube europeu?
Alguns levantaram a questão da exploração do menino. Eles “argumentam” que é muito precoce retirar um menino de 9 anos do seu país para jogar futebol no exterior. Ora, se a gente for por esse caminho, também é precoce colocar uma criança de 4 anos na televisão… É precoce também o mesmo Bruno jogar futebol no Brasil com 9 anos…
A verdade nua e crua é que todo mundo quer impor “barreiras” para que nossos jogadores não saiam tão cedo e por muito pouco para fora. Querem criar subterfúgios para que os combalidos clubes brasileiros ganhem algum com essas transferências…
Essas barreiras, todos sabem, não conterão a transferência precoce de jogadores brasileiros para o exterior. A única forma de conter isso é criar incentivos para que eles fiquem por aqui. Ou seja, construir um modelo de futebol organizado e lucrativo.
Mas claro isso é difícil de ser feito e ninguém quer tocar nesse assunto… É mais fácil dar opiniões descabidas contra a liberdade dos indivíduos e propor a criação de barreiras idiotas…
As usual, o mundo é dos nabos…
Veja o caso Bruno na íntegra aqui.
Saudações vascaínas! Sem divisão no meu coração! hehehehe