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	<title>Comentários sobre: Nota Fiscal eletrônica e inflação</title>
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	<description>Economia, política, educação e notas da rotina...</description>
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		<title>Por: Eduardo Sant'Anna</title>
		<link>http://www.vitorwilher.com/2010/01/26/nota-fiscal-eletronica-e-inflacao/comment-page-1/#comment-3026</link>
		<dc:creator>Eduardo Sant'Anna</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 12:58:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.vitorwilher.com/?p=1220#comment-3026</guid>
		<description>Eh...

Outro dia eu tb estava analisando outras questões, como por exemplo o famoso &quot;gato&quot; de luz e agua.

Pra quem acha que só o morador da favela que faz, tá muito enganado. Tá cheio de grandes empresas, casas de show e afins onde de tempos em tempos se encontra uma fraude. Conheço gente na Light que confirma isso. Aliás, cerca de 30% da energia distribuída pela Light vai para as fraudes!!

Aí vc me diz: como que um empresário sério - que não sonega impostos, que não faz fraudes, etc - pode competir nesse mercado?

Como que vc pode pensar em criar um lava-jatos sério por exemplo se a concorrência puxa fio do poste, água do hidrante, não paga imposto algum (nota fiscal? que isso?) e paga 10 reais/dia (contrato de trabalho? q isso?!) para o moleque ajudar a lavar os carros?

E a questão dos incentivos não ajuda: essas empresas que fazem gato de luz não são expostas na mídia, ninguém é punido exemplarmente, etc,etc...

Se essas coisas se ajustarem em algum &quot;choque de ordem&quot; sério - que ocorra abruptamente - pode ter certeza que vai rolar um repique inflacionário.

Abraços.

&lt;em&gt;Comentário do VW:

É isso ai mesmo Eduardo. Como disse no comentário do Serginho, em alguns setores acaba existindo uma propensão a sonegar muito forte, porque o preço de equilíbrio já embute esse delta da sonegação. Para não sonegar e praticar tal preço o empresário precisa ser ultra-mega eficiente na gestão de custos. 

É claro que seria necessário testar econometricamente aquelas duas hipóteses que citei, mas é interessante verificar que existe uma correlação entre as duas situações (sonegação e inflação). &lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eh&#8230;</p>
<p>Outro dia eu tb estava analisando outras questões, como por exemplo o famoso &#8220;gato&#8221; de luz e agua.</p>
<p>Pra quem acha que só o morador da favela que faz, tá muito enganado. Tá cheio de grandes empresas, casas de show e afins onde de tempos em tempos se encontra uma fraude. Conheço gente na Light que confirma isso. Aliás, cerca de 30% da energia distribuída pela Light vai para as fraudes!!</p>
<p>Aí vc me diz: como que um empresário sério &#8211; que não sonega impostos, que não faz fraudes, etc &#8211; pode competir nesse mercado?</p>
<p>Como que vc pode pensar em criar um lava-jatos sério por exemplo se a concorrência puxa fio do poste, água do hidrante, não paga imposto algum (nota fiscal? que isso?) e paga 10 reais/dia (contrato de trabalho? q isso?!) para o moleque ajudar a lavar os carros?</p>
<p>E a questão dos incentivos não ajuda: essas empresas que fazem gato de luz não são expostas na mídia, ninguém é punido exemplarmente, etc,etc&#8230;</p>
<p>Se essas coisas se ajustarem em algum &#8220;choque de ordem&#8221; sério &#8211; que ocorra abruptamente &#8211; pode ter certeza que vai rolar um repique inflacionário.</p>
<p>Abraços.</p>
<p><em>Comentário do VW:</p>
<p>É isso ai mesmo Eduardo. Como disse no comentário do Serginho, em alguns setores acaba existindo uma propensão a sonegar muito forte, porque o preço de equilíbrio já embute esse delta da sonegação. Para não sonegar e praticar tal preço o empresário precisa ser ultra-mega eficiente na gestão de custos. </p>
<p>É claro que seria necessário testar econometricamente aquelas duas hipóteses que citei, mas é interessante verificar que existe uma correlação entre as duas situações (sonegação e inflação). </em></p>
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	<item>
		<title>Por: Sergio</title>
		<link>http://www.vitorwilher.com/2010/01/26/nota-fiscal-eletronica-e-inflacao/comment-page-1/#comment-3025</link>
		<dc:creator>Sergio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 12:24:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.vitorwilher.com/?p=1220#comment-3025</guid>
		<description>A idéia é interessante, mas será que os empresários que sonegam em grande quantidade realmente são uma espécie de Robin Hood da Economia Brasileira ? Tiram dos ricos (deixando de pagar ao Governo, ou seja, aos ladrões dos cofres públicos) e dando aos pobres (reduzindo os preços) ? Estou mais propenso a acreditar que quem esteja sonegando, realmente esteja ficando com tudo ou quase tudo que é sonegado.  Mas, ainda assim, acho factível um repasse para os preços se os empresários resolverem alegar (num momento de imposição da NFe) que eles terão gastos adicionais para implantar o sistema e dae quem pagará a conta será o consumidor ... as usual !
&lt;em&gt;
Comentário do VW: 

Então Serginho, acabei não colocando no post para deixar a galera pensar, mas a questão de repassar a sonegação para os preços (reduzindo-os) vai depender de quão competitivo for o mercado em questão. Se o mercado for muito competitivo, dificilmente o empresário conseguirá ficar com o dinheiro da sonegação no bolso, já que existem incentivos para que o mesmo repasse para o preço e conquiste uma maior fatia do mercado. Nesse caso, acaba ocorrendo que se um faz, todos tem de fazer, já que se não o fizerem estão expulsos do mercado. Já em mercados menos competitivos, monopólios, duopólios ou até mesmo oligopólios, é mais simples colocar o dinheiro da sonegação no bolso, já que existe poder de mercado por parte dos empresários em questão.

Nesse contexto, existe mais competição, por exemplo, no comércio e não é por outra razão que existe uma maior propensão desse setor a sonegar (senão sonegar tem que praticar um preço mais alto do que a concorrência) - dados comprovados pela Receita Federal. Não há dúvidas de que uma redução da sonegação nesse setor acarretará em aumento de preços - coisa que, aliás, já vem acontecendo. Grandes empresas, de maneira geral, sonegam menos do que pequenas empresas porque são mais fiscalizadas pela Receita.

A questão é, enfim, bem interessante...&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A idéia é interessante, mas será que os empresários que sonegam em grande quantidade realmente são uma espécie de Robin Hood da Economia Brasileira ? Tiram dos ricos (deixando de pagar ao Governo, ou seja, aos ladrões dos cofres públicos) e dando aos pobres (reduzindo os preços) ? Estou mais propenso a acreditar que quem esteja sonegando, realmente esteja ficando com tudo ou quase tudo que é sonegado.  Mas, ainda assim, acho factível um repasse para os preços se os empresários resolverem alegar (num momento de imposição da NFe) que eles terão gastos adicionais para implantar o sistema e dae quem pagará a conta será o consumidor &#8230; as usual !<br />
<em><br />
Comentário do VW: </p>
<p>Então Serginho, acabei não colocando no post para deixar a galera pensar, mas a questão de repassar a sonegação para os preços (reduzindo-os) vai depender de quão competitivo for o mercado em questão. Se o mercado for muito competitivo, dificilmente o empresário conseguirá ficar com o dinheiro da sonegação no bolso, já que existem incentivos para que o mesmo repasse para o preço e conquiste uma maior fatia do mercado. Nesse caso, acaba ocorrendo que se um faz, todos tem de fazer, já que se não o fizerem estão expulsos do mercado. Já em mercados menos competitivos, monopólios, duopólios ou até mesmo oligopólios, é mais simples colocar o dinheiro da sonegação no bolso, já que existe poder de mercado por parte dos empresários em questão.</p>
<p>Nesse contexto, existe mais competição, por exemplo, no comércio e não é por outra razão que existe uma maior propensão desse setor a sonegar (senão sonegar tem que praticar um preço mais alto do que a concorrência) &#8211; dados comprovados pela Receita Federal. Não há dúvidas de que uma redução da sonegação nesse setor acarretará em aumento de preços &#8211; coisa que, aliás, já vem acontecendo. Grandes empresas, de maneira geral, sonegam menos do que pequenas empresas porque são mais fiscalizadas pela Receita.</p>
<p>A questão é, enfim, bem interessante&#8230;</em></p>
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