Posted: abril 19th, 2013 | Author: vitorwilher | Filed under: Política Monetária | Tags: aumento da inflação, aumento da taxa selic, difusão da inflação, inflação, mudança na política monetária | No Comments »
Nós gritamos, leitor, e não é que deu certo? Após um amontoado de artigos, entrevistas e discussões sobre o fato de a inflação estar em ascenção no Brasil, o Banco Central resolveu aumentar a taxa básica de juros, a Selic, em 25 pontos-base. Desse modo, após uma “parada técnica” que durou três reuniões, ele muda o curso da política monetária, que estava sendo dado pela inflexão da fatídica reunião de 31 de agosto de 2011. Hoje, é mais claro que o processo de redução da Selic de 12,5% para 7,25% não engendrou – como queria a equipe econômica – os estímulos anticíclicos que se esperava, muito em função do elevado endividamento das famílias.
Read the rest of this entry »
Posted: março 31st, 2013 | Author: vitorwilher | Filed under: Política Monetária | Tags: combate à inflação, delfim neto, expectativas, pós-keynesianismo | No Comments »
O Cristiano M. Costa criou em seu blog a categoria “Mantegadas Semanais” para ilustrar os erros de interpretação do nosso atual ministro da fazenda sobre conceitos econômicos. Eu não vou copiar o Cristiano, mas não posso deixar passar em branco a última coluna do Delfim. Eu sei, você pode se perguntar, quem sou eu para mexer com o Delfim, o ex-czar da economia brasileira nos tempos da ditadura, com provavelmente uma legião de fãs espalhada por ai. O problema, leitor, é que o Delfim é um economista do tipo “morde e assopra”, sempre foi. E por isso ele permaneceu tanto tempo na ditadura e continua servindo de “consultor” do atual governo. Quer um exemplo?
Read the rest of this entry »
Posted: março 25th, 2013 | Author: vitorwilher | Filed under: Política Monetária | Tags: banco central, barro-gordon, crediblidade, economia, inconsistência dinâmica, inconsistência temporal, inflation bias, política monetária, selic, tombini, viés inflacionário | No Comments »
Uma matéria pequena no Valor de hoje [25/03], publicada na página C3 sob o título “Tombini sanciona alta de taxas futuras” me trouxe à mente a pergunta do título. A matéria cita o presidente no que segue: “Não resta dúvida de que a comunicação é parte importante do processo de condução da política monetária. O ajuste da mensagem do BC, por si só, já determinou mudanças nas condições financeiras de modo geral”. O jornalista do Valor, Alex Ribeiro, no quinto parágrafo cita implicitamente um resultado do modelo Barro-Gordon (1983), quando diz que: Read the rest of this entry »
Posted: março 19th, 2013 | Author: vitorwilher | Filed under: Política Monetária | Tags: brainard, crescimento econômico, economia internacional, lucas, política monetária, regra de taylor, svensson, teoria de política monetária | 1 Comment »
O ex-ministro Delfim Neto, agente representativo dos economistas ligados ao governo, parece padecer de certa miopia analítica. Ele olha para a Europa e para os EUA e analisa o Brasil. Se é verdade que a política monetária baseada na calibragem da taxa de juros está em desuso naqueles lados, não se pode dizer o mesmo para o nosso país. Isto porque, a manutenção da Selic abaixo daquela que seria considerada neutra para a economia tem causado desvio das expectativas em relação à meta de inflação, o que por consequência tem arranhado a credibilidade da autoridade monetária. Isso produz duas coisas: baixo crescimento e inflação em contínuo aumento.
Read the rest of this entry »
Posted: março 14th, 2013 | Author: vitorwilher | Filed under: Política Monetária | Tags: alta da selic, ata do copom, política monetária, restrições de oferta, selic | No Comments »
A ata da 173ª reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada hoje, deixa claro que a autoridade monetária parece reconhecer o erro iniciado em agosto de 2011, quando baixou a taxa Selic em 50 pontos-base, alegando ventos deflacionários vindos do exterior. O Copom ressalta, novamente, que as restrições ao crescimento estão do lado da Oferta e que não há problemas de demanda – esta continuará robusta ao longo de 2013. Resume esse descompasso no parágrafo 28 quando é enfático sobre o processo inflacionário atual: Read the rest of this entry »
Posted: março 12th, 2013 | Author: vitorwilher | Filed under: Inflação, Política Monetária | Tags: crescimento, inflação, ipca, política monetária, política monetária brasileira, selic, taxa de juros | 2 Comments »
O IPCA de fevereiro fechou 0,6%, acima das previsões mais pessimistas. Em 12 meses, ele acumulou alta de 6,31%. Nos últimos 38 meses a inflação medida pelo índice permaneceu acima ou igual a 5,5% – um ponto percentual acima do centro da meta – em 20 deles – ou seja, em mais de 50% do tempo. Nos últimos três anos, o IPCA permaneceu teimosamente no limite superior do intervalo de tolerância do regime de metas, como mostra o gráfico ao lado. Nele também é possível verificar que desde meados do ano passado, o índice vem se acelerando no acumulado em 12 meses.
Read the rest of this entry »
Posted: março 7th, 2013 | Author: vitorwilher | Filed under: Política Monetária | Tags: copom, selic estável | No Comments »
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu hoje manter a taxa básica de juros, a Selic, inalterada, em 7,25%. Mas as portas foram abertas para um possível aumento na próxima reunião. Saiu o suficientemente prolongado e entrou O Comitê irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária. Ou seja, se a inflação continuar mostrando sinais de deterioração – principalmente no que tange às expectativas – um aumento de até 50 pontos-base serviria para trazer o mercado de volta para o lado da autoridade monetária, como já discuti aqui. Honestamente, depois de tudo o que foi feito em matéria de política econômica, gerando perdas consideráveis de credibilidade, não há muito o que se discutir: a autoridade monetária deverá tomar uma decisão difícil nas próximas reuniões, a despeito do cenário ainda ruim para o crescimento do PIB. Afinal, dada a nova função de reação do Banco Central, é melhor fazer isso agora, do que deixar para subir os juros em 2014, ano eleitoral.