Posted: março 25th, 2013 | Author: vitorwilher | Filed under: Inflação | Tags: comportamento da inflação, crescimento brasileiro, curva de phillips, inflação brasileira, ipca, política monetária | No Comments »
Em post anterior procurei unificar, com base na moderna teoria econômica, visões diferentes sobre o processo inflacionário. Se no curto prazo a inflação pode ser causada por diferentes distúrbios, tais como desvalorização cambial, desvio de expectativas ou quebra de safras, no longo prazo ela é reflexo do que os economistas chamam de liquidez da economia. Ou seja, a relação entre meios de pagamentos e quantidade de transações comerciais e financeiras. Quanto maior for o primeiro em relação ao segundo, maior será a probabilidade da inflação se mostrar em contínuo aumento. É esse raciocínio simples que dá origem ao que Milton Friedman classificou como fenômeno monetário, quando discorreu sobre o tema da inflação. Explicada a teoria, chega o momento de tratar das causas da inflação brasileira. Ela foi de 6,5% em 2011 e de 5,8% em 2012: bem acima do centro da meta. Isso a despeito do crescimento médio no período ter sido bem abaixo do potencial, de 1,8%. No presente post, busco identificar o papel do banco central na estabilidade de preços.
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Posted: fevereiro 8th, 2013 | Author: vitorwilher | Filed under: Inflação | Tags: curva de phillips, equilíbrio, inflação, monetaristas, tipos de inflação, versão moderna de inflação | 3 Comments »
Não é qualquer aumento de preços que pode ser considerado inflação, leitor, esclareçamos logo de início. Inflação é um aumento generalizado de preços. Se eu quisesse ser muito rigoroso diria que inflação é uma alta geral, continuada, diferenciada e assincrônica de preços; onde assincrônica significa que não ocorre, ou não se processa, em sincronia com algum evento ou processo, ou segundo uma taxa constante em relação a determinada referência. Desse modo, uma coisa é termos um aumento passageiro nos preços de alimentos, outra [completamente distinta] é termos inflação. Nesse post e em um próximo procurarei elucidar o fenômeno inflacionário de modo que o leitor não iniciado consiga perceber o que de fato está acontecendo nessa seara no Brasil atual.
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Posted: maio 22nd, 2012 | Author: vitorwilher | Filed under: Política Monetária | Tags: banco central, curva de phillips, meta cambial, meta monetária, metas de inflação, política monetária, regime de metas, regimes monetários, trade-off | No Comments »
A condução da política monetária no Brasil vem sofrendo muitas críticas ao longo dos últimos meses. A comunicação do Banco Central com o público tem sido a principal fonte de distúrbios. Não se sabe ao certo qual a estratégia da autoridade monetária para a taxa de juros no curto prazo. Além disso, é nítida a interferência do Ministério da Fazenda, sugerindo que a estabilidade de preços não seria mais a única meta a ser perseguida. Ao seu lado estaria um intervalo para o câmbio e certo nível de crescimento econômico. Em assim sendo, faz-se necessário relembrar por que o regime de metas de inflação tornou-se relevante na última década.
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Posted: março 5th, 2012 | Author: vitorwilher | Filed under: Resenhas de Conjuntura Econômica | Tags: crise 2008-09, curva de phillips, keynes, novo consenso, política monetária, princípio da demanda efetiva, regra de taylor | No Comments »
No imediato pós-crise a política econômica brasileira sofreu significativa mudança. Tanto a política monetária quanto a política fiscal parecem agora trabalhar não apenas para cumprir uma meta de inflação, mas também para alcançar um determinado patamar de crescimento econômico e uma região de taxa de câmbio. Na Resenha 01/2012 essa e outras questões, relacionadas à evolução da teoria macroeconômica nos últimos 70 anos, são analisadas. Clique aqui para ver o documento completo.
Posted: outubro 26th, 2011 | Author: vitorwilher | Filed under: Teoria Econômica | Tags: argentina, crescimento econômico, curva de phillips, inflação | No Comments »
Estaria o Brasil perseguindo o caminho argentino? Essa pergunta começa a aparecer na imprensa tupiniquim. Modestamente, é claro, dadas as diferenças entre um e o outro país. Já adianto que eu não arrisco tamanha previsão, dado que a sociedade brasileira aprendeu a ter uma grande aversão à inflação. Mas nunca é demais lembrar que o caso argentino se adequa perfeitamente ao que prescreve a teoria econômica. E que uma parcela do governo [notadamente os "novos-desenvolvimentistas"] parece ignorar.
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