www.vitorwilher.com

Massa salarial vs. Produto por trabalhador

Posted: junho 9th, 2013 | Author: | Filed under: Mercado de Trabalho | Tags: , , , , | No Comments »

massasalarialO Comitê de Política Monetária (Copom), em sua última reunião resolveu aumentar a taxa básica de juros em 50 pontos-base, mesmo a despeito do crescimento na margem de 0,6% do PIB, divulgado curiosamente no mesmo dia. Sobre isso, aliás, eu escrevi aqui. Sempre que o Banco Central inicia um processo de contração monetária (aumento de juros), as pessoas geralmente me perguntam se isso era realmente necessário. No contexto atual, com baixo crescimento, essas pessoas têm aumentado sensivelmente. No post atual eu encaminharei a discussão para uma questão que tem sido levantada por alguns economistas: os efeitos de termos uma taxa de desemprego em níveis historicamente baixos.

Read the rest of this entry »


Por que blogamos?

Posted: abril 21st, 2013 | Author: | Filed under: Artigos de Economia | Tags: , , | No Comments »

IMG_8829Indo para Vitória, rumo ao III Encontro Nacional dos Blogueiros de Economia, me veio a pergunta do título: por que indíviduos blogam? Por que gastar tempo e dinheiro (para alguns) nessa “arte” solitária que é escrever, sujeito a toda a sorte de críticas anônimas e mal encaradas? E ainda mais sobre um tema, que parafraseando o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco, todos creem entender. Foi a primeira vez que parei para pensar sobre o assunto, afinal escrever, enquanto a ação designada pelo verbo, sempre foi para mim algo meio que complementar a outro verbo vital: respirar.

Read the rest of this entry »


Entre declarações e receituários [da presidente Dilma], mais placebo antiinflacionário…

Posted: março 27th, 2013 | Author: | Filed under: Inflação | Tags: , , , , , | No Comments »

Por Renato Leripio, Economista pela UFF e Mestrando em Economia pela UFRGS – 27/03/2013

Em matéria no Valor de hoje (27/03)[1], o jornalista Sergio Leo destaca algumas declarações por um lado irresponsáveis e, por outro, ingênuas da nossa presidente da república.

A começar, Dilma teria dito que “quem fala sobre a inflação é o ministro da Fazenda“. O Decreto n° 3088 de 21 de Junho de 1999 que institui formalmente o Regime de Metas de Inflação no Brasil estabelece claramente as competências de cada instituição dentro do Regime. Ao ministro da Fazenda, cabe propor o valor numérico para a meta e seu intervalo de tolerância. Ao Banco Central, todavia, compete utilizar os instrumentos de política monetária necessários para o cumprimento das metas fixadas. Ou seja, quem fala sobre a inflação, ao contrário do que afirma Dilma, é o Banco Central. Tanto é assim que em caso de descumprimento da meta o Presidente do Banco Central deve endereçar carta aberta ao ministro da Fazenda explicitando as causas detalhadas do desvio e, sobretudo, as providências para que a inflação retorne aos limites estabelecidos.
Read the rest of this entry »


Por que não vale a pena [para o Banco Central] trair o público e por que devemos esperar aumento da Selic nas próximas reuniões?

Posted: março 25th, 2013 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , , , , , , , , | No Comments »

Uma matéria pequena no Valor de hoje [25/03], publicada na página C3 sob o título “Tombini sanciona alta de taxas futuras” me trouxe à mente a pergunta do título. A matéria cita o presidente no que segue: “Não resta dúvida de que a comunicação é parte importante do processo de condução da política monetária. O ajuste da mensagem do BC, por si só, já determinou mudanças nas condições financeiras de modo geral”. O jornalista do Valor, Alex Ribeiro, no quinto parágrafo cita implicitamente um resultado do modelo Barro-Gordon (1983), quando diz que: Read the rest of this entry »


A participação do Consumo no PIB brasileiro e o aumento da taxa de investimento.

Posted: março 11th, 2013 | Author: | Filed under: PIB | Tags: , , , | No Comments »

Com a divulgação dos dados do PIB de 2012 pipocaram artigos, entrevistas e discussões sobre o fato de que o Brasil deveria aumentar a taxa de investimento para sustentar um crescimento mais acelerado. Isso, de fato, é verdade, leitor. Se quisermos crescer – de forma sustentável – a 5% ao ano, é preciso ter uma taxa de investimento perfilando ao redor de 25% do PIB – em 2012 ela fechou em 18,1%. Mas o diabo, leitor, são os detalhes! De toda a renda gerada pela produção de bens e serviços finais ao longo de determinado período (a definição de PIB), em média mais de 60% é destinada ao Consumo das Famílias. Ademais, cerca de 20% em média é destinada ao Consumo do Governo. O leitor atento já percebeu que uma parte muito pequena “sobra” para que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) suba. Essa realidade está posta no gráfico acima.

Read the rest of this entry »


Por que foi possível flexibilizar o regime de metas de inflação?

Posted: fevereiro 6th, 2013 | Author: | Filed under: Política Monetária | Tags: , , , , , | No Comments »

“(…) Para as economias periféricas, entretanto, nunca houve condescendência: em caso de crise, a política econômica não poderia ser anticíclica, dirigida para minorar seus efeitos, mas perversamente pró-cíclica,para restabelecer a confiança abalada.” André Lara Resende

A epígrafe a este artigo resume como foi a política econômica brasileira ao longo de toda a década de 90. Para ser mais completo, ao longo da maior parte da República nossa política econômica foi dolorosamente pró-cíclica, isto é, aprofundou a recessão em curso, quando a economia mais precisava dela. No presente artigo discuto a teoria e prática da política econômica, tendo por foco a mudança de um regime que privilegiou a conquista de credibilidade para outro que tem por foco uma baixa taxa de desemprego.

Read the rest of this entry »


Por que os economistas divergem?

Posted: janeiro 25th, 2013 | Author: | Filed under: Artigos de Economia | Tags: , , , , | No Comments »

O leitor me perdoe o tema tão batido. Você provavelmente já leu uma dúzia de textos sobre o fato de os Economistas divergirem tanto. Já leu inclusive em algum manual de macroeconomia sobre os motivos pelos quais nós divergimos. Em assim sendo, por que haveria eu de escrever novamente sobre o assunto? A resposta tem a ver com a política.

Read the rest of this entry »